Durante anos, o planejamento sucessório via holding familiar foi tratado como assunto de grandes fortunas. Algo para pensar “mais pra frente”. Uma estrutura complexa demais para a maioria das famílias brasileiras.
Esse cenário mudou. E quem ainda não se moveu precisa entender por que 2026 se tornou um ano de atenção especial para o tema.
O que é uma holding familiar e para que ela serve
Uma holding familiar é uma pessoa jurídica criada para centralizar e administrar o patrimônio de uma família. Em vez de os bens ficarem distribuídos entre os membros individualmente, eles são transferidos para a empresa, que passa a ser a titular dos ativos.
Essa estrutura serve a objetivos distintos que costumam se complementar: proteção patrimonial, organização da sucessão, redução de conflitos entre herdeiros, continuidade de negócios familiares e, em muitos casos, eficiência tributária na transmissão do patrimônio entre gerações.
Não é uma fórmula única. Cada família tem uma realidade diferente, e a holding precisa ser desenhada a partir dos objetivos específicos de quem a constitui.
O que mudou com o ITCMD
O Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, o ITCMD, é o tributo que incide sobre heranças e doações no Brasil. Durante muito tempo, suas alíquotas foram relativamente baixas e uniformes entre os estados. Esse cenário está mudando.
Nos últimos anos, vários estados brasileiros aprovaram ou estão em processo de aprovação de legislações que aumentam as alíquotas do ITCMD de forma progressiva, com percentuais que podem chegar a 8% sobre o valor do patrimônio transmitido. Além disso, há uma pressão crescente no Congresso para a criação de um imposto federal sobre heranças de grandes fortunas, tema que ganhou força no debate fiscal de 2025 e 2026.
O impacto prático é direto: quanto maior o patrimônio e quanto mais tarde o planejamento acontece, maior tende a ser a carga tributária sobre a transmissão. Uma holding familiar estruturada antes dessas mudanças consolidarem pode representar uma economia tributária significativa e, mais importante, uma organização patrimonial que evita disputas e desgastes futuros.
Por que 2026 especificamente
Existem três razões pelas quais 2026 é um ano de atenção especial para quem ainda não estruturou o planejamento sucessório.
A primeira é tributária. As mudanças no ITCMD estão em curso, mas ainda existem janelas de estruturação que aproveitam alíquotas e regras anteriores. Agir antes que novas legislações entrem em vigor significa preservar mais patrimônio para as próximas gerações.
A segunda é eleitoral. Anos eleitorais historicamente precedem alterações tributárias. Independentemente do resultado das urnas em outubro, o debate sobre tributação de heranças e grandes fortunas tende a se intensificar no período pós-eleitoral. Quem estrutura antes tem mais previsibilidade.
A terceira é comportamental. Planejamento sucessório eficiente exige tempo, diálogo familiar e decisões sem pressão. Quem começa agora tem espaço para fazer isso com calma. Quem espera uma urgência, como um problema de saúde ou um conflito familiar, perde esse espaço.
Proteção patrimonial além da tributação
Um ponto que muitas famílias descobrem ao estruturar uma holding é que os benefícios vão além da eficiência tributária. A holding cria uma separação entre o patrimônio familiar e eventuais riscos dos sócios individualmente, como dívidas pessoais, processos trabalhistas ou instabilidades empresariais.
Além disso, ela permite definir regras claras de governança familiar: quem administra, como são tomadas as decisões sobre os ativos, quais são os direitos de cada herdeiro e como será feita a transição de liderança ao longo do tempo. Essas regras, quando estabelecidas com antecedência, reduzem drasticamente o risco de conflitos que destroem patrimônios construídos ao longo de gerações.
Holding não é para todo mundo da mesma forma
É importante deixar claro: holding familiar não é uma solução universal. Para alguns perfis de patrimônio e família, outras estruturas podem ser mais adequadas. Doação em vida com usufruto, testamento bem estruturado ou partilha planejada podem cumprir objetivos similares com menor complexidade operacional.
O que importa não é o instrumento em si. É ter clareza sobre os objetivos, o perfil familiar e o horizonte de tempo. A partir dessa clareza, a estrutura mais adequada se define naturalmente.
O patrimônio que você construiu merece planejamento à altura
Anos de trabalho, decisões acertadas e sacrifícios acumulados resultam em um patrimônio que representa muito mais do que números em um balanço. Representa história, conquistas e a possibilidade de criar impacto positivo nas próximas gerações.
Preservar esse patrimônio com inteligência, transmiti-lo com eficiência e protegê-lo de riscos desnecessários é o que o planejamento sucessório bem feito entrega. E quanto mais cedo começa, mais completo ele pode ser.
Na Tórus Planejamento Patrimonial, desenvolvemos estratégias personalizadas que consideram os objetivos de cada família, a realidade do patrimônio e o momento tributário atual. Porque patrimônio construído com dedicação merece ser preservado com a mesma dedicação.
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